segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Procurar emprego

A procura de emprego é sem dúvida uma tarefa muito inglória, sobretudo nos dias de hoje, em que se vive um clima económico muito recessivo e consequentemente de perda de oportunidades e regalias dos trabalhadores.

No entanto, baixar os braços também não é uma solução. Há que manter as ideias bem definidas e avançar com a estratégia adequada.

Também eu já passei por esse papel e também nessa situação aprendi, hoje penso que saberia conviver com o problema com muito mais facilidade e assim encontrar soluções mais rapidamente.

 

O que quero fazer?


Esta é uma pergunta guia que deve fazer a si próprio. Como as oportunidades não abundam não nos podemos dar ao luxo de apenas estar disponíveis para fazer aquilo que queremos ou aquela que é a nossa área de formação.

No meu caso, posso dizer que os largos meses em que procurei emprego na minha área foram muitos currículos sem resposta e entrevistas muito exigentes. A minha solução passou por apostar numa outra área que estava a funcionar melhor e que me proporcionou 3 entrevistas em 3 currículos enviados. E ainda é numa dessas empresas que permaneço hoje e me sinto relativamente satisfeito.

 

Rede de contactos


Quando se perde emprego ou se procura um novo, nunca se deve desprezar este ponto. Explorar a nossa rede de contactos, fazer saber que estamos à procura de novas oportunidades junto dos nossos amigos, colegas e ex-colegas de trabalho. Faça para isso uso das redes sociais pessoais (Facebook) e Profissinais (LinkedIn).

Atenção que mostrar no seu actual trabalho que está interessado em mudar pode azedar um pouco o ambiente, sobretudo com as hierarquias superiores.

 

Obter feedback


Se não está a obter feedback dos seus currículos enviados é porque algo de errado se está a passar e deve então alterar a sua estratégia.

Os principais problemas:

- currículo e/ou carta de apresentação mal feitos (procure na net como fazer, existe muita informação)

- Estar a apostar numa área para a qual a concorrência é muito elevada.

 

Alternativas


Existem algumas alternativas ao trabalho dependente, como é o caso de poder ganhar dinheiro com algum hobbie que tenha, obter ganhos através da internet ou montar o seu próprio negócio. Todas as alternativas devem ser exploradas quando o seu sustento e felicidade estão em causa.

 

Procurar no estrangeiro


Neste pior momento de crise (esperemos que isto melhore em breve) procurar um emprego no estrangeiro pode ser uma óptima opção. Imagine um ano ou dois fora de Portugal, nesta pior fase, certamente seria uma oportunidade para crescer muito pessoal e profissionalmente, assim como obter rendimentos que aqui não obteria.

 

Onde procurar


A internet é a principal fonte de pesquisa de emprego. Desde os classificados, ao site de ofertas do centro emprego e formação profissional às redes sociais. Tudo pode ser feito sem sair de casa, salvo algumas excepções.

Alguns sites que recomendo:

- Expresso Emprego - Os classificados de emprego do Jornal expresso são uma excelente fonte, sobretudo para ofertas de emprego para pessoas mais qualificas.

- Net-empregos – maior site de empregos de Portugal, registe-se e receba as novidades no seu email.

- Sapo Emprego – também apresenta milhares de oportunidades para Portugal e estrangeiro.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Gerir o orçamento mensal

Um orçamento trata-se de uma planificação dos rendimentos que obtemos e do destino que lhe damos. O nosso sucesso financeiro depende sobretudo da gestão eficaz do nosso orçamento.

A chave para todos os sucessos é gastar menos do que aquilo que se ganha. O acesso a créditos deve ser muito bem ponderado, só mesmo quando justificado e com taxas de juro sustentáveis.

 



Saiba para onde o seu dinheiro está a ir


No meu caso, diariamente faço um registo de todas as minhas despesas numa folha de excel (também o pode fazer numa folha de papel, embora não seja tão prático).

A vantagem deste registo é chegarmos ao final do mês/ano e sabermos quanto é que estamos a gastar em cada categoria (no meu caso as maiores fatias vão para habitação, automóvel e jantares/saídas).

O registo das minhas despesas permitiu-me conhecer onde estava a ser gasto o meu dinheiro e assim adaptar os meus hábitos de consumo, por exemplo implementei levar marmita para o trabalho, o que me fez poupar muito dinheiro.

Dizem os especialistas que as despesas com habitação não devem ser muito superior a 35% dos nossos rendimentos, ficando assim com uma fatia razoável para outras despesas. Não caia na asneira de atribuir um esforço financeiro muito elevado a esta categoria, embora por vezes seja inevitável. Penso que é preferível viver num espaço mais pequeno e não ter encargos tão grandes que nos façam viver asfixiados.

Faça o seu mapa mensal de entradas e saídas e verifique onde está a gastar o seu dinheiro. Só assim poderá melhor adaptar os seus gastos e otimizar a sua poupança e investimento.

 

Saiba para onde quer ir


Depois de fazer o registo das suas despesas e já ter noção de onde está a gastar o seu dinheiro comece a estipular as parcelas que deseja gastar em cada categoria de despesa (habitação, automóvel, cultura, lazer, etc etc)

Uma poupança mínima de 10% dos seus rendimentos penso que deveria ser um objetivo para todas as pessoas, para assim poder salvaguardar situações inesperadas no futuro, poder realizar investimentos, etc.

É sempre possível adaptar as nossas despesas mesmo que isso nos pareça tarefa impossível. Atualmente encontramo-nos numa época difícil, com reduções de salários e crescimento do desemprego, ainda assim devemo-nos empenhar ao máximo na nossa gestão financeira.

 

Como devem estar as depesas mensais repartidas


Avaliando o padrão de consumo dos portugueses (através do INE) conclui-se que a maior parte do nosso orçamento mensal é destinada a habitação, transportes e alimentação.

Assim torna-se fundamental conhecer os valores máximos que devemos gastar em cada categoria para que não nos estejamos a sobrecarregar.

Este ponto é muito variável e cada um de nós deve adaptar-se da melhor forma, fica em baixo a titulo indicativo uma possível distribuição dos gastos mensais:

Poupança - 10 a 15%

Habitação – 25 a 35%

Alimentação – 10 a 20%

Transportes – 10 a 15%

 

Salário por hora real


Tenha consciência que o salário líquido real por hora é muito diferente do salário bruto.

Sobre os seus rendimentos tem certamente de pagar uma boa parte estado ao estado, através do imposto à segurança social e do IRS (Imposto de rendimento sobre pessoas singulares).

Não se esqueça que por cada 5€ gastos tem de ganhar uns 7,5€, pois parte do seu rendimento vai para impostos.

 

Inteligência financeira


Para conseguirmos fazer uma gestão mais eficaz do nosso dinheiro é essencial sabermo-nos distanciar emocionalmente.

A verdade é que o dinheiro não compra felicidade, embora nos posso trazer alguns momentos extra de prazer.

Pense no dinheiro com racionalidade e só assim conseguirá atingir os seus objetivos financeiros.

 

Em relação ao crédito


No meu entender apenas o crédito habitação ou o crédito para investir num negócio bem pensados são viáveis. Eventualmente uma viatura, mas atenção pois  estes créditos nunca devem representar uma taxa de esforço grande no seu orçamento. Exceptuando-se o crédito habitação que pode atingir valores da ordem dos 30% dos seus rendimentos.

Cartões de crédito, créditos rápidos e até mesmo créditos pessoais para consumo próprio são de todo de evitar uma vez que apresentam taxas de juro muito elevadas.

 

Os dois segredos


- Gastar menos do que aquilo que se ganha, ou seja fazer poupança.

- Fazer um uso muito ponderado do crédito

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Viver nos novos tempos

Como todos nós já demos conta no nosso dia a dia, os tempos em que vivemos são de mudança.

Os recursos quase infinitos, os bons empregos e melhores salários assim como o fácil acesso ao crédito são uma realidade do passado. Assim resta-nos adaptarmo-nos o melhor possível, ainda que sejamos os menos culpados por esta crise.

Algumas gerações atrás viviam muito pior que nós e certamente a sua frustração não era tão grande. E porquê? Porque fomos preenchidos com falsas esperanças de um futuro ainda melhor do que o presente, com imensos recursos e sempre mais e melhores.



Temos de nos adaptar o melhor possível a esta nova realidade. Viver com menos recursos não implica ser menos feliz… A abundância torna-nos mais egocêntricos, desejamos sempre mais… Não quero aqui dizer para não lutarmos pelos nossos sonhos mas sim que se vivermos dentro das nossas possibilidades, respeitando o meio ambiente e as pessoas à nossa volta estaremos no caminho certo para um futuro mais sustentável, mais justo e com pessoas mais felizes.

Sugestões para viver melhor nos novos tempos:

- Recicle. Compre, venda e troque artigos usados. Todos nós temos tendência a acumular imensos objectos em nossas casas (muitas vezes no sótão) que nunca mais voltam a ser utilizados. Há alguém que pode estar a precisar dos mesmos.

- Solidariedade. Se tem tempo disponível ajude aqueles que estão à sua volta, não precisa de estar ligado a uma instituição de solidariedade para fazer boas obras. Ver o reconhecimento dos outros aumentará a sua alegria, e uma pessoa alegre é certamente mais saudável. Portanto estará a ajudar a si e aos outros.

- Pratique actividades gratuitas. Hoje em dia são muitas as restrições orçamentais. Já pensou que pode fazer actividades de lazer e desportivas gratuitamente. Ande mais a pé e de bicicleta em vez de andar de carro. Experimente cultivar uma horta caseira ou até criar alguns animais domésticos (isto para quem vive num espaço que o permita).

- Ajude o nosso país. Dê preferência a produtos portugueses, estará a contribuir para o crescimento da nossa economia e consequentemente para a criação de postos de trabalho.

-  Poupe. A poupança de recursos é importante, nomeadamente de recursos naturais e também de dinheiro. A verdade é que o que nos levou a esta crise foi a ausência de poupança e o excesso de utilização de créditos.