segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Gerir o orçamento mensal

Um orçamento trata-se de uma planificação dos rendimentos que obtemos e do destino que lhe damos. O nosso sucesso financeiro depende sobretudo da gestão eficaz do nosso orçamento.

A chave para todos os sucessos é gastar menos do que aquilo que se ganha. O acesso a créditos deve ser muito bem ponderado, só mesmo quando justificado e com taxas de juro sustentáveis.

 



Saiba para onde o seu dinheiro está a ir


No meu caso, diariamente faço um registo de todas as minhas despesas numa folha de excel (também o pode fazer numa folha de papel, embora não seja tão prático).

A vantagem deste registo é chegarmos ao final do mês/ano e sabermos quanto é que estamos a gastar em cada categoria (no meu caso as maiores fatias vão para habitação, automóvel e jantares/saídas).

O registo das minhas despesas permitiu-me conhecer onde estava a ser gasto o meu dinheiro e assim adaptar os meus hábitos de consumo, por exemplo implementei levar marmita para o trabalho, o que me fez poupar muito dinheiro.

Dizem os especialistas que as despesas com habitação não devem ser muito superior a 35% dos nossos rendimentos, ficando assim com uma fatia razoável para outras despesas. Não caia na asneira de atribuir um esforço financeiro muito elevado a esta categoria, embora por vezes seja inevitável. Penso que é preferível viver num espaço mais pequeno e não ter encargos tão grandes que nos façam viver asfixiados.

Faça o seu mapa mensal de entradas e saídas e verifique onde está a gastar o seu dinheiro. Só assim poderá melhor adaptar os seus gastos e otimizar a sua poupança e investimento.

 

Saiba para onde quer ir


Depois de fazer o registo das suas despesas e já ter noção de onde está a gastar o seu dinheiro comece a estipular as parcelas que deseja gastar em cada categoria de despesa (habitação, automóvel, cultura, lazer, etc etc)

Uma poupança mínima de 10% dos seus rendimentos penso que deveria ser um objetivo para todas as pessoas, para assim poder salvaguardar situações inesperadas no futuro, poder realizar investimentos, etc.

É sempre possível adaptar as nossas despesas mesmo que isso nos pareça tarefa impossível. Atualmente encontramo-nos numa época difícil, com reduções de salários e crescimento do desemprego, ainda assim devemo-nos empenhar ao máximo na nossa gestão financeira.

 

Como devem estar as depesas mensais repartidas


Avaliando o padrão de consumo dos portugueses (através do INE) conclui-se que a maior parte do nosso orçamento mensal é destinada a habitação, transportes e alimentação.

Assim torna-se fundamental conhecer os valores máximos que devemos gastar em cada categoria para que não nos estejamos a sobrecarregar.

Este ponto é muito variável e cada um de nós deve adaptar-se da melhor forma, fica em baixo a titulo indicativo uma possível distribuição dos gastos mensais:

Poupança - 10 a 15%

Habitação – 25 a 35%

Alimentação – 10 a 20%

Transportes – 10 a 15%

 

Salário por hora real


Tenha consciência que o salário líquido real por hora é muito diferente do salário bruto.

Sobre os seus rendimentos tem certamente de pagar uma boa parte estado ao estado, através do imposto à segurança social e do IRS (Imposto de rendimento sobre pessoas singulares).

Não se esqueça que por cada 5€ gastos tem de ganhar uns 7,5€, pois parte do seu rendimento vai para impostos.

 

Inteligência financeira


Para conseguirmos fazer uma gestão mais eficaz do nosso dinheiro é essencial sabermo-nos distanciar emocionalmente.

A verdade é que o dinheiro não compra felicidade, embora nos posso trazer alguns momentos extra de prazer.

Pense no dinheiro com racionalidade e só assim conseguirá atingir os seus objetivos financeiros.

 

Em relação ao crédito


No meu entender apenas o crédito habitação ou o crédito para investir num negócio bem pensados são viáveis. Eventualmente uma viatura, mas atenção pois  estes créditos nunca devem representar uma taxa de esforço grande no seu orçamento. Exceptuando-se o crédito habitação que pode atingir valores da ordem dos 30% dos seus rendimentos.

Cartões de crédito, créditos rápidos e até mesmo créditos pessoais para consumo próprio são de todo de evitar uma vez que apresentam taxas de juro muito elevadas.

 

Os dois segredos


- Gastar menos do que aquilo que se ganha, ou seja fazer poupança.

- Fazer um uso muito ponderado do crédito

1 comentário:

  1. Gerir um orçamento familiar é muito complicado. Pelo menos falo por mim: as despesas são sempre muitas e o salário é sempre o mesmo. Já nem falo dos impostos elevadíssimos e dos descontos para a Segurança Social...

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